Postado em 13 de Outubro de 2017 às 15h03

O aroma das flores

Vida Saudável (28)

A chegada da primavera aumenta os riscos de doenças respiratórias.

Durante a primavera o cenário se transforma, árvores florescem e a temperatura se eleva. Além da beleza, a estação das flores traz consigo doenças alérgicas aos indivíduos previamente sensibilizados aos pólens. Espirros, coriza, coceira no nariz, irritação na garganta e tosse são alguns sinais que podem aumentar nesta época do ano.

“As doenças alérgicas mais comuns durante a primavera são: rinites, conjuntivites e asma, que poderão aparecer isoladamente ou associadas. Exemplo muito comum são os indivíduos portadores de Rinoconjuntivites”, explica o alergista e imunologista Carlos Siqueira.

Conforme o médico, nessa época do ano haverá migração de pólens, principalmente, carreados através do vento, para longas distâncias e que, quando atingem indivíduos sensibilizados e alérgicos, resultarão em sinais ou sintomas de suas doenças.

As maiores concentrações de pólens no ar ocorrem no período da manhã, diminuindo no decorrer do dia e aumentando, posteriormente, no período vespertino. “A profilaxia é particularmente difícil. Evitar ou diminuir a exposição ao meio externo é complicado devido à necessidade da permanência dos indivíduos no meio ambiente exterior, em atividades de trabalho e lazer. Nos dias secos, quentes e com presença de ventos é recomendável ao paciente permanecer em ambiente fechado, utilizar óculos, principalmente, quando do uso de moto ou bicicleta, manter janelas fechadas em automóveis, evitar passeios em clubes de campo, cortar grama ou realizar trabalhos de jardinagem”, indica Siqueira.

Ao apresentar os sintomas, os portadores de doenças alérgicas devem procurar seu médico, preferencialmente, um especialista, para que possam ser orientados e medicados de maneira adequada, de acordo com sua doença. “Qualquer indivíduo poderá desenvolver, em qualquer época de sua vida, portanto, em qualquer idade, uma doença alérgica. Em relação às alergias aos pólens, a sensibilização se dá, mais comumente, em adolescentes e adultos jovens, mas não exclusivamente nestas idades”, lembra o alergista.

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