Postado em 29 de Agosto de 2018 às 15h10

Dia Nacional de Combate ao Fumo

Gestão de Saúde (28)

Tabagismo está ligado a diversos casos de câncer e doenças respiratórias.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta, sendo considerado, portanto, um problema de saúde pública. Estima-se que cerca de 200 mil pessoas morram todo o ano no Brasil em decorrência do fumo. Esse valor salta para cerca de 4,9 milhões em perspectiva mundial. Para a população que fica exposta à fumaça também há prejuízos, os que inalam a fumaça em ambientes fechados tem o risco de 30% maior de desenvolverem doenças cardiovasculares e 25% a 35% mais riscos de terem doenças coronarianas agudas, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Além disso, o tabagismo tem grande influência sobre as doenças respiratórias, sendo um dos hábitos mais nocivos à saúde. “No caso das cordas vocais, esse agente tendem a irritar as vias respiratórias e é um dos principais responsáveis pelas laringites crônicas e até o surgimento de câncer. Para se ter uma noção, fumantes têm 10 vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe (pregas vocais ou cordas vocais), que corresponde a 25% dos tumores diagnosticados nessa região”, alerta a otorrinolaringologista Lina Ana Hirsch.

Revista Servioeste - Saúde e Meio Ambiente A fumaça do cigarro é prejudicial em vários aspectos, mesmo para quem não fuma. Conforme a OMS, fumar passivamente é a terceira maior causa de mortes evitáveis...

A fumaça do cigarro é prejudicial em vários aspectos, mesmo para quem não fuma. Conforme a OMS, fumar passivamente é a terceira maior causa de mortes evitáveis do mundo. “O cigarro causa consequências em todas as partes das vias respiratórias e nas vias aéreas superiores, que vão do nariz até a laringe, onde ficam também as cordas vocais. Doenças como sinusite e rinite são afetadas pelo tabagismo, pois o revestimento interno do aparelho respiratório não suporta a toxicidade, nem a alta temperatura da fumaça, e começa a sofrer um processo de substituição de células. Além disso, a produção de muco aumenta muito, pois funciona como capa protetora do tecido epitelial, que reveste as vias aéreas. Nos brônquios, a fumaça também provoca uma reação inflamatória que provoca destruição progressiva da árvore brônquica”, explica a Dra. Lina Ana.

Por isso, desde o final da década de 1980, sob a ótica da promoção da saúde, a gestão e a governança do controle do tabagismo no Brasil vêm sendo articuladas pelo Ministério da Saúde através do INCA, o que inclui as ações que compõem o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). O Programa tem como objetivo reduzir a prevalência de fumantes e a consequente morbimortalidade relacionada ao consumo de derivados do tabaco, seguindo um modelo no qual ações educativas, de comunicação, de atenção à saúde, associadas às medidas legislativas e econômicas, se potencializam para prevenir a iniciação do tabagismo, promover a cessação de fumar e proteger a população da exposição à fumaça ambiental do tabaco.

Nesta quarta-feira, dia 29, é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, instituído em 1986 pela Lei Federal 7.488, que alerta para o controle do tabagismo como problema de saúde coletiva.

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