Postado em 13 de Outubro de 2017 às 15h11

A Vida no fundo do Mar

Educação Ambiental (18)

Maior aquário marinho da América do Sul de portas abertas no Porto do Rio.

O ecossistema marinho causa certo fascínio em muitas pessoas. É possível aprender sobre os oceanos e seus habitantes através de livros e documentários, por exemplo, mas nada se compara a experiência de observar de pertinho esses seres tão peculiares.

De polvos a corais, de tubarões e raias a águas vivas, de tartarugas a cavalos-marinhos. A composição da vida marinha é rica e repleta de detalhes curiosos. Existem aquários espalhados pelo mundo, atraindo milhares de visitantes ao proporcionar a experiência de não apenas conhecer, mas sentir-se parte do mar, com tanques e túneis subaquáticos – como na Austrália, Itália, Estados Unidos, China e Canadá. E agora, o Brasil pode ser incluído nesta lista.

Ao chegar ao maior aquário marinho da América do Sul, o visitante se depara com a ossada de uma baleia Jubarte — de 13 metros de comprimento e 37 toneladas — suspensa no lobby do prédio, que abrigou no passado o antigo Frigorífico do Estado. Encalhada na Praia da Macumba, no Rio de Janeiro, em 2014, a ossada do mamífero foi tratada por mais de dois anos até a finalização da osteomontagem. O passeio entre os aquários leva os visitantes a uma verdadeira viagem ao fundo do mar. “Quando fundamentados em educação, pesquisa e conservação, aquários devem ser vistos como importantes equipamentos de sustentabilidade para a sociedade. Partindo desta premissa, o AquaRio tem um papel fundamental na conscientização de futuras gerações para a conservação das espécies marinhas, seja por meio da educação ambiental ou do desenvolvimento de importantes pesquisas científicas. Acredito que o AquaRio deva formar gerações de biólogos. O encantamento que observamos nas crianças quando chegam aqui, quando passam pelo Grande Tanque Oceânico é especial. Muitas delas nunca viram um peixe nadando no mar”, destaca Marcelo Szpilman, diretor-presidente do AquaRio. 

Nos 26 mil metros quadrados de área construída e cinco andares do AquaRio, o visitante é apresentado a um circuito com 28 tanques, onde pode conhecer um pouco mais sobre os peixes da costa brasileira, do Caribe e do Indo-Pacífico.

Ao todo, são 4,5 milhões de litros de água salgada e cerca de três mil animais de 300 espécies diferentes. Logo no início do passeio, o visitante tem contato com recintos variados da vida marinha, como praia arenosa, seres marinhos perigosos, costão rochoso, cardumes e tubarões bebês.

Seguindo o circuito, chega-se ao Grande Tanque Oceânico, a principal atração do espaço, com 3,5 milhões de litros de água, sete metros de profundidade e um túnel de acrílico que passa pelo seu interior, onde grandes raias, peixes e tubarões, como o “Giorgio”, da espécie badejo-quadrado (Mycteroperca bonaci), a “Margarida”, da espécie Mangona (Carcharias taurus) e a “Sharon”, da espécie Lambaru (Ginglymostoma cirratum), impressionam por seu porte e carisma.

Programação educativa

Revista Servioeste - Saúde e Meio Ambiente Programação educativa Ainda dentro da programação do AquaRio, há ati vidades como o Museu de Ciências – com exposições de temas relacionados ao ambiente...

Ainda dentro da programação do AquaRio, há ati vidades como o Museu de Ciências – com exposições de temas relacionados ao ambiente marinho e aquáti co e o Aquário Virtual – que por meio de tecnologias inovadoras e total interati vidade permite ao visitante acesso ao real e ao virtual ao mesmo tempo. Os visitantes podem se diverti r criando um “Peixe Virtual”, que acompanha cada um na viagem pelos corredores do AquaRio e em todas as vezes que voltarem ao local. Em todos os tanques, telas de led transmitem informações sobre as espécies e seus habitats.

Outra atração interativa são os chamados “tanques de toque”. Ali, a experiência sensorial permite uma interação tátil com as espécies raias e Tubarões bambu (Chiloscyllium punctatum).

Educação, conservação e pesquisa

O Aquário Marinho do Rio de Janeiro, ou AquaRio, é um equipamento moderno de educação, pesquisa, conservação, lazer, entretenimento e cultura que cria a oportunidade da cidade do Rio de Janeiro oferecer a visitação de um espaço único com atrações e tecnologias inovadoras. Uma parceria do Centro de Pesquisas Científicas do AquaRio com universidades e centros de pesquisa, como Departamento de Biologia Marinha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tornou possível o desenvolvimento de estudos na área de reprodução em cativeiro de espécies ameaçadas e o gerenciamento educacional de alunos e estagiários no aquário, criando novas oportunidades de pesquisa da vida marinha.

Veja também

Mutirão recolhe cerca de 40 quilos de resíduos na Baixada Fluminense13/03/19Ação de educação ambiental, promovida pelo Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea), aconteceu na APA do Alto Iguaçu Cerca de 50 voluntários, incluindo especialistas em esportes radicais e guias turísticos, participaram de um mutirão de limpeza nas cachoeiras da Área de Proteção Ambiental (APA) do Alto Iguaçu, localizada na Baixada Fluminense. Foram recolhidos cerca de 40 quilos de resíduos, como cacos de vidro e plásticos, das trilhas que levam às cachoeiras e......
Cartilha online oferece dicas para compostagem de lixo26/06/17Ministério do Meio Ambiente pretende incentivar a prática para o descarte e aproveitamento dos resíduos sólidos. Para incentivar a compostagem de lixo orgânico, o Ministério do Meio Ambiente lançou uma cartilha online que traz informações sobre a forma correta de descarte. Isso porque esses resíduos representam metade do lixo......
Destino correto09/11/17Seminário traz exemplos de como inovar com resíduos sólidos. Pode parecer pouco, mas separar o lixo corretamente já é uma grande contribuição para o futuro do planeta. A terça-feira (07/11) foi um dia especial na Unochapecó para refletir essa e outras questões que......

Voltar para NOTÍCIAS