Postado em 13 de Setembro de 2018 às 14h31

Setembro Verde alerta para o câncer de intestino

Gestão de Saúde (31)

Campanha de prevenção do câncer colorretal é uma iniciativa da Sociedade Brasileira De Coloproctologia.

Idealizada inicialmente pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), a campanha Setembro Verde tem o objetivo de oferecer informações gerais sobre o câncer de intestino e, principalmente, suas formas de prevenção, orientando a população para a existência da doença e a necessidade de realizar exames para o diagnóstico precoce.

O câncer colorretal está entre os mais incidentes no Brasil e no mundo. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) preveem para este ano mais de 34 mil novos casos, cuja proporção será maior em Santa Catarina, onde a doença é a segunda e a quarta mais frequente entre mulheres e homens, respectivamente. “A maior incidência, proporcionalmente a população, do câncer de cólon e reto na região Sul se deve ao fato de o modo de vida nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina ser mais semelhante ao de países desenvolvidos, em que há uma elevada prevalência de excesso de peso e obesidade, inatividade física, tabagismo, ingesta de bebida alcoólica e consumo de carnes processadas”, explica o cirurgião oncológico Cristiano Vendrame.

De acordo com o médico, este câncer pode ser evitado na maioria dos casos, principalmente com a adoção de hábitos saudáveis, como prática de exercícios físicos e alimentação rica em fibras, frutas e verduras. Além disso, o diagnóstico precoce é um fator primordial para o bom tratamento da doença. “O câncer do intestino é altamente curável, especialmente quando diagnosticado precocemente, por isso é importante fazer exames. A cirurgia é necessária para a cura na maior parte das vezes, e pode ser feita de forma convencional ou minimamente invasiva (videolaparoscopia ou robótica) e, às vezes, é necessário associar quimioterapia e radioterapia ao tratamento. Infelizmente, no Brasil, muitos pacientes fazem o diagnóstico em fase avançada (estádio IV), quando a doença já está no fígado, peritônio ou pulmão, por exemplo, necessitando cirurgias maiores para a retirada das metástases, o que diminui bastante as taxas de cura”, afirma Dr. Vendrame.

A doença geralmente não apresenta sintomas em sua fase inicial, os sinais e sintomas quando presentes, podem variar de desconforto abdominal, intestino preso ou diarreia, dependendo da localização do tumor, e sangue nas fezes.

A recomendação das sociedades de especialidades é de que a colonoscopia seja realizada a partir dos 50 anos, quando não há casos na família de câncer colorretal e pólipos. Quando?houver histórico familiar, a recomendação geralmente é a partir dos 40 anos de idade, ou 10 anos antes do caso familiar.

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