Postado em 28 de Abril às 08h20

Resíduos da construção civil são matéria-prima para asfalto

Inovação (18)

O município de Canoas, no Rio Grande do Sul, inaugurou Usina de Reciclagem de Resíduos da Construção Civil (RCC). A ideia é reutilizar o resíduo do setor gerado no município como matéria-prima em obras públicas de pavimentação.

A usina processa 15 mil toneladas de caliça (fragmentos de argamassa, cal) por mês e converte o que poderia não ter mais serventia em insumos como pedras, areia e brita, usados como matéria-prima para obras de pavimentação, cascalhamento, drenagens e calçamento. Em média, 90% do material beneficiado é reciclado e a produção alcança 17 mil metros cúbicos mensais, o que representa economia de R$ 500 mil por mês na compra de matéria-prima para obras pelo município.

“Todo o material que antes chegava aqui como lixo, sem serventia, a partir de agora é revertido em insumos para obras do município e em renda para a população”, destaca o prefeito, Luiz Carlos Busato. A Usina emprega 130 trabalhadores em 21 hectares de estrutura dentro do Parque Industrial Jorge Lanner.

Inaugurada neste ano, a usina foi implantada em maio de 2019 e já processou mais de 30 mil metros cúbicos (3 mil caminhões) de resíduos da construção civil no município.
 

Como funciona

Para pequeno gerador de resíduos, atender a cidade tem uma rede de cinco ecopontos, além de 20 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), que recebem até 2m³ sem custo para o munícipe. Os resíduos são coletados por caminhões e retro escavadeiras e destinados ao Parque Industrial. O Parque Industrial de Canoas recebe cerca de

A triagem diária de 80 caminhões de resíduos os divide em três classes:

Classe A estão os reutilizáveis na construção civil, como blocos, concreto, argamassa, terra e areia.

Classe B é constituída de recicláveis como plástico, papelão, ferro, vidro e madeira.

Classe C é composta por materiais não recicláveis, como resíduo orgânico e amianto.

Os materiais que recebem a classificação A seguem para a britagem e peneiramento, que separa o conteúdo em tamanhos diferentes (granulometrias) para reciclagem. Depois de reciclados, os resíduos são transformados em agregados como pó de pedra, pedrisco, brita e rachão que são reutilizados em obras públicas.

O projeto da Usina de Canoas ganhou destaque no País ao receber homenagem da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon), no ano passado. A entidade reconheceu a importância da iniciativa para a preservação do meio ambiente e os benefícios para a economia circular.

A meta do município é ofertar o serviço de reciclagem a outras cidades como alternativa à sustentabilidade ambiental e à econômica de toda a Região Metropolitana.

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